segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Obatzter turco (só para os fortes)

Meu namorado é viciado em Obatzter (também conhecido como Obatzda), um creme feito com queijos (Camembert + outros Weichkäse) de passar no pão ou Breze(l). Os supermercados estão fechados de domingo e como ele come isso no café da manhã antes do trabalho (bemmmmm bayerisch o rapaz) e eu sou uma namorada muito atenciosa, resolvi deixar comprado para quando ele chegasse do Brasil ontem. Acontece que em Bayern mta gente come o tal do Obatzter... conclusão: tinha acabado no supermercado. Lembrei que tenho uma receita em uma das minhas (mil) revistinhas e comprei os ingredientes para fazer um Obatzter caseiro. A receita que fiz é de Obatzter turco, estava na sessão de receitas para crianças (só se for por causa da facilidade, pq o sabor é fortíssimo) e fica pronta em 3 minutinhos:

 

Como rende bastante e o ideal é ser comido na hora para não ficar amargo, vai aqui meia receita:

Ingredientes:
- 1/2 dente de alho bem pequeno picadinho (tire o miolinho)
- cebola picadinha (vai de gosto, eu recomendo colocar pouca.. tipo uma rodela)
- salsinha
- 50 g de queijo Feta (aquele queijo de leite cabra/ovelha, coalhado e salgadinho, da Grécia)
- 25 g de Ajvar (eu comprei o Mild, mas se você curte algo mais picante pode arriscar o Scharf)
- 100 g de Frischkäse (no Brasil dá pra usar "Philadelphia")

Misture tudo, pode usar um mixer ou triturar com um garfo mesmo (prefiro a segunda opção pq gosto de sentir uns pedacinhos enquanto como). Pronto, agora é só passar no pão!

 

Achei o gosto mais intensivo do que do Obatzter clássico mas tenho que admitir que gostei mais desse (meu namorado, por sua vez, gostou menos). Se você curte uma comida mais temperada e gosta de Paprika, recomendo o teste (e por favor, não coma antes de reuniões ou em dias de encontros românticos ou aulas de dança!).

sábado, 27 de setembro de 2014

Unhas: Marrom Mutante da Colorama

Pra combinar com esse tempo cinza/marrom (outono, você não é bem-vindo..) resolvi testar mais um dos poucos esmaltes que faltam para eu ter usado todas as cores do meu estoque: Marrom Mutante da Colorama.

Esse é mais um esmalte que me trouxeram errado do Brasil (eu queria mesmo era o "Verde Ninja", mas para o coleguinha que trouxe os esmaltes é tudo a mesma coisa... ), mas que como tudo nessa casa, não será jogado fora (eu gostando ou não). Para a alegria da Livinha, ele é sem graça mas é básico e vai com tudo:


Além disso, ele não é um marrom puro, é uma mistura de marrom com cinza e violeta (meio Mutante :P). Fiquei abismada com o brilho (pq ele não é da linha Verniz&Cor) e acho que ele é discreto o suficiente para entrar para o grupo dos esmaltes que podem ser usados no trabalho (durante a semana). Passei duas camadas mas na luz vejo alguns pontos onde ele está levemente transparente (nada gritante então parei na segunda camada mesmo... se você tiver paciência: passe três).

Aprovado (KIKO, ainda tenho muitos vidrinhos aqui em casa... a visita fica pra 2015).

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Alugando Apê

Com contrato e visto em mãos, ficou faltando apenas um "pequeno" detalhe: um cantinho para morar durante a semana (pq é impossível fazer bate e volta para uma cidade que fica a ca. 3 horas de distância).

Como eu só recebi o contrato final 10 dias atrás, fiquei "levemente" desesperada por ter apenas 2 semanas para arrumar um teto. Como já morei na cidade por três anos (2009-2012), fiquei um pouco aliviada por conhecer gente e poder dormir na sala de algum amigo no caso de emergência (mas qualquer um que me conhece sabe que ODEIO depender da boa vontade dos outros e de pedir favores).

Bom, nessas horas vi vantagem em ainda ter Facebook e mais de 800 "amigos": vários ainda moram na minha cidade de destino (também estudaram lá). Publiquei uma mensagem dizendo que procuro um apêzinho e, para a minha alegria, recebi uma mensagem de volta. Um amigo da Indonésia está voltando para o país de origem e o apê dele estará livre a partir de outubro. Sentimentos mistos: uma das pessoas mais legais da cidade vai embora... e por isso eu tenho onde morar! O mundo é mesmo estranho (e perfeito): quando uma coisa dá errado, todo o resto também vai correr mal, agora se a maré boa chega, ela vem com tudo. Eu estou até com medo da maré ruim que virá em seguida... visto + trabalho + apto perfeito em três semanas --> aí tem coisa! Murphy tá guardando algo pra mim, mas vou deixar isso pra depois e curtir o momento bom.

Agora, algumas dicas para quem procura apê:

- Provision: procure aptos nos jornais locais, através de amigos ou em comunidades online (tipo https://www.wg-gesucht.de/) antes de apelar para uma imobiliária ou corretor, você vai economizar pelo menos uns 2 aluguéis (a famosa "comissão"). Se não achar e não tiver jeito, peça um recibo da Provision e guarde, pode ser abatido como Werbungskosten no imposto de renda.

- Nebenkosten e outros custos escondidos: essa eu aprendi na marra. Nebenkosten não significa que todos os custos de manutenção do apê estão inclusos. No meu antigo apê, além dos Nebenkosten eu ainda tinha que pagar Energia (eu mesma tive que fazer contrato no meu nome com a empresa local), taxa de lixo mensal / anual (inclusive comprar sacos especiais para o descarte), tinha que revezar a limpeza do prédio com os vizinhos (pelo menos a neve o Hausmeister tirava), precisei pegar Internet extra (quase nunca está incluso, mesmo em apês mobiliados), u.A. Os custos de manutenção podem encarecer bastante o aluguel.

- Garagem: se você tem carro, verifique se o prédio tem garagem e se no seu contrato diz que está incluso, em muitos casos você tem que pagar extra para ter um lugarzinho para o seu carro. Como eu nem carteira de motorista tenho, me procupo muito mais com o próximo item. Ah, e se você não tem carro mas é obrigado a alugar a garagem junto com o apê, verifique se uma sub-locação é permitida.

- Localização: se você depende do transporte público (como euuuu), procure um apê perto de estações de ônibus, trem ou tram. Se vai ficar restrito à uma região, procure algo na área e faça tudo a pé ou de bike (lembrando que no inverno isso é mais fácil na teoria que na prática). Se você frequenta uma academia ou participa de um Verein, considere as distâncias e trajetos. Também é essencial ter um supermercado perto. Ahh e um Chinês ou Dönerladen podem salvar vidas num dia de preguiça. E não esqueça de verificar se o local é muito barulhento (às vezes nem um bom isolamento adianta, falo por experiência). Uma boa iluminação pode fazer toda a diferença, veja para onde as janelas estão viradas.

- Segurança: poderia ter colocado esse item junto com localização, mas neurótica que sou prefiro dar ênfase: na Alemanha não existem apenas pessoas boazinhas como eu! Lógico que não se compara ao Brasil (algum dia escrevo um posto comparando esse aspecto nos dois países), mas é importante ficar atento à alguns detalhes. Para começar, a região onde fica o apê. Se você não conhece a cidade, pesquise (google tá aí pra isso) e se você for neurótico/a como eu, olhe no http://www.meinestadt.de/ notícias sobre a cidade (eles sempre divulgam os roubos). Também não recomendo aptos no Erdgeschoss bzw. térreo ou underground (Untergeschoss). Dependendo do prédio, outros andares podem ser críticos (quando visitar o apê dê uma olhada por todas as janelas e com um pouco de com senso você percebe se alguém entra facilmente por ali ou não). Observe o ambiente e o movimento no prédio / outros moradores (isso pode ser mais difícil, mas tente). Eu já ouvi muitas histórias de casas que foram "eingebrochen" e roubadas e outras histórias de vizinhos bizarros e medonhos.

- Contrato: leia e releia o contrato, leia a Hausordnung, não acredite no que foi combinado no boca-a-boca, só o papel vale (se tiver dificuldades com a língua, peça ajuda para alguém).

- Controlando o apê: assim que você pegar a chave, controle não somente as chaves que foram entregues mas também as torneiras, funcionamento dos aquecedores, pintura, estado dos móveis e do chão/piso. Controle as janelas, maçanetas e portas. Se perceber qualquer irregularidade, comunique na hora ou assim que perceber. Documente o problema (no protocolo de Übergabe ou tire fotos e mande por email ao locatário). Podem ser coisas pequenas, mas você não vai querer pagar por coisas que não fez quando sair do apê né?

- Cancelamento de contrato: verifique se o contrato é indeterminado ou temporário e o tempo para cancelamento (incl. multa caso precise cancelar antes).

Existem outros itens que podem fazer toda a diferença (como por exemplo janela no banheiro ou coifa de cozinha), mas isso é luxo. Acho que prestando atenção nos itens acima você já garante o básico. E agora deixa eu assinar meu contrato que acabou de chegar e colocá-lo no correio... Home sweet home 2.0, here I go! #aufgeregt

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Almofada para Alfinetes #D.I.Y.

Varrendo a casa (#milagre) recolhi dois alfinetes do chão. Resolvi então dar um jeito na maneira em que lido com eles, que antes era mais ou menos assim: alfinetes amontoados ao lado da máquina dentro ou fora de caixinhas quebradas:


O namo anda sempre de chinelo, mas como a belezinha aqui sempre anda descalça, melhor evitar acidentes. Foi aí que resolvi fazer uma almofadinha para colocar os alfinetes... mas como? E então uma alemã gênia da costura com o canal de YouTube mais legal do mundo salvou a minha vida (não que fazer uma almofadinha seja coisa de outro mundo, mas eu sou iniciante e lerda).

Você vai precisar de:

- 2 quadrados de 11 x 11 cm
- 1 tira de 5 x 54 cm
- material para o "recheio" (usei algodão)

Se quiser fazer mais bonitinho e deixar como o dela, vai precisar de uma tira bonita e de 1 ou dois botões (veja o vídeo).

Costure sempre do lado avesso (como na foto abaixo) e não se esqueça de deixar uma abertura de pelo menos 2,5 para desvirar a capinha da almofada. 



Depois é só rechear e fechar a abertura com uma agulha normal:


A minha almofadinha fiz com lados com estampas diferentes, mas é uma questão de gosto. Se eu enjoar de um lado ou ele ficar muito furadinho com o tempo, uso o outro:

 

Além de não perder mais alfinetes, achei super prático para a hora de costurar...

Não me dei muito trabalho fotografando todos os passos pois o vídeo documenta tudo muito melhor que qualquer sequência de fotos e é super curtinho (não precisa falar alemão para entender, as imagens são auto-explicativas). 

O passo a passo você encontra no canal do YouTube: Haus mit dem Rosensofa.

Eles têm outros tutoriais incríveis, mas primeiro tenho que terminar a minha colcha... (que está juntando pó).

Você com certeza encontra uma almofadinha dessas para comprar mas convenhamos, quem costura tem que ter no mínimo saco para fazer um frufru desses né? Demora só 15 minutinhos e não custa quase nada.

Esporte: dinheiro como motivação

Bom, já contei em alguns posts sobre o cupom que comprei no Groupon de uma academia aqui perto de casa. Eu paguei 20 euros e tenho direito de fazer musculação e todos os cursos durante um mês, mas como estou com tempo livre e por isso com os horários bem flexíveis, resolvi ficar só nos cursos mesmo (que são bem mais motivadores).

Quando se paga por aula (ou combo de aulas), os cursos saem uma fortuna (5-10 euros por aula), então com 20 euros eu conseguiria fazer apenas 4 aulas. Essa minha mania de querer aproveitar cada centavo do meu dinheiro foi e está sendo a minha motivação nesse mês de abandonamento (já deu namorado.. volta?). Consequência: coloquei como meta fazer no mínimo 10 aulas até o fim do mês para que cada aula saísse por no máximo 2 euros (valor que eu considero aceitável). Hoje posso dizer com orgulho que não só ultrapassei a minha meta (21 aulas em 20 dias) como também comi muitaaaaaa tranqueira nos momentos de tédio e não engordei nenhum grama e estou sentindo meu corpo muito mais firme :) Aqui vai a documentação da louca até o momento (sim, eu sei, eu tenho um tique por listas):


Conclusão: tenho que achar um cupom de desconto para quando esse vencer, o dinheiro gasto é definitivamente a melhor motivação!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tchau cabeleira!

Eu sei que meio ano atrás eu falei sobre cabeleireiro na Alemanha e também disse que esperaria voltar para o Brasil para tosar a cabeleira (em 2015), mas fato é que não deu. Eu tenho mais cabelo que o primo IT e toda vez que saio com o cabelo molhado do banho, sinto um peso insuportável. Também não sou a maior fã de escovar os cabelos (pra não falar que eu ODEIO) sendo que no frio, tudo fica mais complicado ainda. Passeando pelo Groupon achei um cupom para lavar&cortar&secar os cabelos aqui pertinho de casa por apenas 20 euros (50% de desconto). Na primeira e única vez que fui no cabeleireiro na Alemanha (2,5 anos atrás), gastei quase 40 e a mulher nem secar secou. Não resisti e comprei o cupom, marquei um horário e fui na fé (pois não conhecia nem o salão, nem alguém que já tivesse ouvido falar dele).

Primeira impressão foi positiva, salão claro, limpinho e bem arrumadinho:


Acontece que a cabeleireira tinha uma juba bem mal cuidada (ou eu não entendo nada de cabelo). As pontas secas e desfiadas despontadas (provavelmente era aplique), raíz por pintar, penteado infeliz (muito spray e uma tentativa frustada de ficar como a Elba), Eu, que cheguei com a idéia na cabeça de sair de lá com o cabelo da Sandy (não que eu goste dela, mas o cabelo é lindo), desisti e resolvi deixar mais comprido caso a moça estragasse muito (para poder corrigir em outro cabeleireiro depois):


Meu sonho de cabelo...

O namorado também deu uma insistida: "não vai cortar muiiiito né?". Ok... falei pra ela tirar só as pontas e a parte ressecada (bem grandes essas pontas, acho que não posso esperar um ano e meio novamente até voltar ao cabeleireiro):


As aparências enganam, não é pq ela tem os cabelos feios que ela não sabe cuidar dos cabelos alheios. Adorei o corte e saí de lá 5 kg mais leve (além de ficar com um visual mais gepflegt pra começar a trabalhar). O cabelinho à la Sandy fica pra 2015/2016...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Biometrisches Foto (foto para passaporte e visto)

Bom, todo mundo sabe que para fazer alguns documentos precisamos de uma foto "portrait", no Brasil quase sempre a famosa 3x4. Aqui na Alemanha o padrão de foto é um pouco diferente, a foto exigida para passaporte e visto é a foto biométrica e existem vários requisitos para a foto ser aceita (os requisitos você encontra aqui).

Nessas cabines de foto (em várias estações de trem ou aeroportos na Alemanha) você consegue tirar a foto por absurdos 6 Euros (4 fotos). Dependendo da cidade, o próprio departamento do governo onde você vai fazer seu pedido de visto tem uma dessas cabines, e as fotos custam um pouquinho mais: 7 Euros (4 fotos). O problema é que você não pode usar foto repetida / antiga, então não adianta muito guardar as fotos para usar mais pra frente (falo por experiência própria, já tentei). Então eu resolvi fazer as minhas próprias fotos biométricas de acordo com os requisitos e garanto pra vocês: vale a pena.

Eu uso um programa chamado Passbild Generator e ele te dá uma máscara para você dimensionar a foto do jeito certo. Tire uma foto de frente (tem que estar bem retinha) em frente a uma parede lisa e branca. Não precisa ser máquina profissional, tenho uma bem fajutinha e dá pro gasto (dependendo até a câmera do SmartPhone resolve). Carregue a foto no programa e peça pra mostrar legenda para posicionar a foto do jeito certo (Mit Beschriftung). Depois é só apertar "Speichern/Drucken 10x15", salvar em um USB-Stick e levar para a lojinha de impressão mais próxima (no meu caso sempre imprimo na "dm"). A diferença: você faz 8 fotos por 27 centavos! Tá bom ou quer mais?

Na hora de cortar a foto preste atenção: o programa faz a foto um poquinho maior que o exigido. Pegue uma régua e ajuste o tamanho da foto (você tem que tirar aproximadamente 1 mm de cada lado para que ela fique com 3,5 x 4,5 cm). Outra vantagem é que você pode tirar quantas fotos quiser até ter uma do seu agrado (minha foto ficou bem bonitinha depois de umas 20 tentativas rs).

E viva a mão-de-vaquice!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Haftpflichtversicherung - seguro essencial depois do Krankenversicherung

Alemão é meio paranóico e tem seguro pra tudo, mas existem alguns seguros que são essenciais. O seguro saúde (Krankenversicherung) é um requerimento legal, ou seja, você não decide se quer ter ou não (todo mundo tem, ponto final). Se você for estrangeiro, só é aceito no país se tiver um seguro aúde. Eu, como brasileira e mão de vaca, só tinha esse seguro... até hoje.

Lembro da primeira vez que ouvi a palavra Haftpflichtversicherung: foi na empresa onde eu fazia estágio em 2009 e um colega contou que precisou do bendito seguro. Eu olhei com a maior cara de interrogação do mundo e aí eles olharam mais assustados ainda quando perceberam que eu não sabia do que se tratava e que eu provavelmente não era segurada. Meu ex-chefe achou o maior absurdo ninguém ter passado essa informação pra mim (seja no departamento para estrangeiros ou na universidade, no setor responsável por intercâmbio). Se você já mora aqui há algum tempo sabe para que serve, se você não sabe, vou dar dois exemplos reais (casos que aconteceram e a pessoa precisou do seguro):

- Um estudante estava andando de bike na cidade e acabou riscando/amassando a porta de um carro. Ele não tinha esse seguro e de acordo com a lei alemã, é responsável pelos custos. Não sei se ele ficou muitos mil euros mais pobre ou se o seguro do dono do carro cobria prejuízo causado por terceiros, só sei que se ele tivesse uma Haftpflichtversicherung, o seguro pagaria os custos de advogado e do estrago causado.

- Um alemão estava visitando uns amigos e quebrou um guarda sol automático caríssimo (também alguns mil euros, alemão dificilmente tem coisa barata em casa), ele não tinha seguro mas um dos donos da casa (meu ex-chefe rs) colocou no seguro dele (como se ele tivesse causado o estrago) e salvou o amigo.

Resumindo: o Haftpflichtversicherung cobre os gastos caso você cause prejuízo à alguma coisa (explicação mais simples impossível mas acho que os dois casos acima ilutram bem). Claro que existem "seguros" e "seguros", você tem que prestar atenção no que o seguro cobre ou não (por exemplo perda de chave, que pode sair uma fortuna também!). Alguns são para pessoas com crianças (cobrem os estragos causados pelas crianças também), outros para quem tem cachorro ou cavalo, enfim, tem pra todas as situações. Um bom site de comparação (recomendado por um alemão paranóico que me convenceu a fazer o meu seguro) é o Mr. Money. Como sei que ele já leu todos os contratos e tem uma situação de vida parecida com a minha, perguntei qual o dele para copiar rs.

Hoje aproveitei que finalmente terminei quase tudo o que precisava resolver com relação ao emprego (fora o apartamento, mas tenho visitas no fim de semana), peguei algumas horinhas para ler sobre o seguro e fazer um pra mim (depois de 5 anos na Alemanha, abafa). Bom, acabei imitando o alemão que me deu a maior bronca por eu não ter ainda e fiz o seguro premium da degenia, um dos mais bem cotados e com um preço bem acessível: 59 Euros por ano. O prático é que dá pra fazer tudo online.

Caso você ainda não tenha uma Haftpflichtversicherung, recomendo fazer logo, mesmo que seja um plano mensal (tive sorte até agora mas já ouvi mais histórias de pessoas que usaram o bendito seguro). Estou bem mais tranquila e mesmo estando segurada a partir de primeiro de outubro, espero não precisar do seguro.

ps. fique atento com o esquema de renovação e cancelamento do serviço (se eu não cancelar três meses antes do final do primeiro ano, o contrato é renovado automaticamente por mais um ano)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Visto de Trabalho

Hoje o dia está simplesmente lindo: o céu está azul, 23 graus e o mais legal... eu ganhei meu visto de estadia e de trabalho!!!!

Quem já leu alguns posts da sessão "desemprego" sabe o quanto eu lutei nos últimos meses. Nesse período além de me sentir inútil (apesar de estar sempre fazendo alguma coisa), tinha vergonha do meu rótulo de desempregada e acima de tudo, estava morrendo de medo de ser mandada de volta para o Brasil caso não encontrasse emprego até o fim de outubro.

Mas como tudo na minha vida funciona sob pressão, acabei resolvendo tudo no fim do último tempo. Como já contei aqui, eu recebi duas propostas de última hora e depois de receber meu contrato sexta passada, achei que a maratona tivesse acabado. Bom, doce ilusão... eu não precisava só do contrato, precisava também de um visto. Peguei o contrato da caixa de correio e corri para o departamento de estrangeiros, que me explicou que com aquele contrato eu não ganharia o visto no prazo desejado (antes de 01. de outubro, que é quando eu começo). Quando o salário é abaixo de um certo valor, é necessário pedir aprovação para a agência nacional de emprego. Eles procuram algum alemão para a vaga e  só caso não encontrem alguém com um perfil equivalente ou melhor do q do estrangeiro, a pessoa ganha o visto de estadia e trabalho. Quando me falaram isso entrei em pânico. Liguei para a empresa, expliquei a situação e q se eles não aumentassem meu salário, nada de visto. Passei o fim de semana super nervosa, mas na segunda feira a empresa me mandou um novo contrato com um salário melhor (de acordo com a lei) e hoje eu tive uma segunda reunião para tentar pegar o visto novamente.

Preparei tudo bonitinho (documentos necessários), me arrumei e cheguei cedo no departamento de estrangeiros. A pessoa responsável pelo meu caso estava meio estressada, cheia de coisas para fazer, mas ao me ver abriu um super sorriso: "você quer prolongar seu visto né?". Entreguei todos os papéis e ela pegou um livrinho com as leis, uma pasta gigante com todo meu histórico na Alemanha e ficou mais de uma hora examinando minha situação. O tempo todo ela foi super simpática e ficou feliz que eu estava com tudo certo para prorrogar minha estadia. Ela é tããããão legal, que ainda me deu várias dicas e explicou várias coisas que posso fazer para facilitar minha vida mais pra frente. Fiquei mega feliz com as novidades, que vou resumir aqui:

- preencho todos os requisitos para ganhar a famosa Blaue Karte (cartão azul), o qual me dá o direito de trabalhar em qualquer lugar da EU durante a validade do meu visto (o visto simples de trabalho não te permite mudar de emprego sem pedir um visto novo)

- como meu antigo trabalho também preenche essas condições, os meses de trabalho vão contar para eu fazer o pedido da Niederlassungserlaubnis: isso quer dizer que em fevereiro de 2015 (daqui a menos de meio ano) posso por uma pequena fortuna pegar a permissão eterna para ficar aqui e trabalhar do q eu quiser

Saí de lá 130 Euros mais pobre mas com um sorriso de orelha a orelha, deu certo (minha vontade era de abraçar a mulher responsável pelo meu caso, que procurou o jeito mais fácil de facilitar minha vida, mas achei melhor deixar quieto e só agradeci mesmo rs)! Posso continuar na Alemanha e logo logo não preciso de autorização do governo para tudo o q eu quiser fazer.... Eu acho que eu mereço!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Supermercado com 10 Euros

Pra vc q se pergunta qual o custo de vida aqui na Alemanha, aqui vai a minha compra do dia que fiz com 10 Euros:


- 3 tomates
- 8 maçãs
- 1 litro de leite
- 500 g de pão integral
- 250 g de manteiga
- 200 g de queijo
- 10 ovos médios
- 300 g de cenourinha em conserva
- 500 g de carne moída (mista: boi + porco)

Tenho a admitir que não achei muito barato não... acho que a inflação está encarecendo a vida aqui cada vez mais rápido. Mas quando reclamei do preço da minha comprinha de hoje, meu namorado (que está no Brasil #inveja) me disse que pagou 9 reais em duas coxinhas essa semana e mais outra pequena fortuna em uma empadinha. Também lembrei que na minha última vez no Brasil (meio ano atrás) gastamos 50 reais com o café da tarde (tudo bem que um pouco mais incrementado que o q dá pra fazer com essa minha compra, mas enfim... Brasil continua mais caro ainda e o salário menor!).

O pior? Acho que logo menos vou precisar fazer uma segunda visitinha no supermercado, afinal, academia (solidão) dá fome!

domingo, 14 de setembro de 2014

Olívia sem "O"

Esse fim de semana saí da toca e participei do churrasco de aniversário de uma amiga que trintou. Fui sozinha sem conhecer muita gente (só alguns de vista) e tive que me apresentar várias e várias e váááárias vezes. E aí você pensa: "pq não me chamo Ana ou Maria?". Que um dos meus sobrenomes (mega popular no Brasil) precisa ser soletrado todas as vezes eu até entendo, mas Lívia não pode ser tão difícil assim... ou pode?

Nas primeiras duas vezes que me apresentei tive que repetir meu nome e depois soletrar... até que o segundo bendito alemão me salvou a vida: " Ach soooo! Olívia ohne "O"..." (Aaaa entendi, Olívia sem "O"). E foi assim que me apresentei o resto da noite. Facilitou a minha vida e a vida deles (que entenderam rapidinho e decoraram meu nome com facilidade).

Hj, na minha primeira aula de Yoga (ps: q q é aquele OOOOOooommm minha gente??!!), fui me apresentar de novo para uma "coleguinha" de curso. A menina olhou com cara de interrogração quando eu disse "Lívia" então logo completei com o "Olívia ohne "O"". Batata.. na hora de ir embora ela disse: "Até a próxima Lívia!". Pra você que tem um nome "mega difícil" como o meu, fica a dica ;).

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bolsinha de Patchwork Dupla-Face #D.I.Y.

De repente (não tão de repente assim) tá todo mundo trintando... Percebi que as pessoas dão muito mais valor para aniversários redondos (20, 30, 40, ..., anos) e meus poucos amigos na Alemanha querem comemorar com uma festinha maior. Uma amiga me convidou com quatro meses de antecedência para o churrasco "especial" e junto com o convite quase me disse que não aceita um não como resposta. Como é em outra cidade, até me ofereceu a casa dela para eu dormir depois da festa. Um mês atrás recebi o convite de uma brasileira para o aniversário dela aqui na minha cidade (muito mais prático e mais barato) no mesmo dia, mas como sei que para acabar com uma amizade alemã basta quebrar uma promessa (e eu falei que ia na festa dela), comprei o ticket de trem com uma leve dor no bolso mas agora estou com a consciência leve.

Ela é uma pessoa especial para mim e eu queria dar algo exclusivo sem gastar muito dindin (a passagem até lá já me custou mais de 50 Euros). Olhei para a colcha de Patchwork que estou fazendo e pensei: "uma colcha é muito... e nem dá tempo de fazer... mas uma bolsinha!". Como estou no nível iniciante, resolvi fazer uma bolsinha transversal tipo sacola mesmo, simples e relativamente fácil. Eu vou usá-la para colocar o presente/lembrancinha dentro. 

Ontem comecei a obra:


...e hoje nove da manhã já estava pronta!



Dupla-face

Lado interno (que pode ser usado como externo)

Achei a coisa mais fofa do mundo (e foi mega rápido de fazer)... mas achei muito pouco dar só a bolsinha então estipulei um limite baixo para comprar algo legal. Achei um lenço bem outono (de uma marca conhecida) com desconto, perfeito! A verdade é que fiquei com vontade de pegar tudo pra mim e dar pra ela uma caixa de chocolates (mas acho que se eu comprar a caixa, acabo comendo rs). Espero que ela goste tanto quanto eu...



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Couchsurfing

Durante meu intercâmbio na Alemanha em 2009 estava mais dura que quebra-queixo e sempre procurava jeitos baratos de viajar. Em Maio de 2009, eu, duas meninas e um cara (todos estudantes brasileiros e sem grana) decidimos visitar Munique, uma das cidades mais caras da Alemanha. O cara disse que sempre fazia Couchsurfing e que todas as suas experiências foram extremamente positivas, inclusive sempre recebia estranhos em seu mini apê. Hesitamos um pouco mas como éramos um grupo de 4 pessoas incluindo um homem, não vimos muito risco. Encontrar alguém que aceite grupos grandes geralmente não é fácil mas o rapaz logo arrumou um cara de uns quarenta e poucos anos que mora sozinho e que nos aceitaria na casa dele por duas noites. Ele disse que viu o perfil do cara no Couchsurfing e que parecia ser tudo direitinho.

E lá vão as quatro crianças depois do trabalho na faculdade para Munique em uma sexta feira à noite (de trem). O cara tinha combinado de nos buscar na estação 22:00 da noite. Chegamos, esperamos um pouco, e nada. O menino do grupo ligou para o cara várias vezes mas ele não atendeu. Entramos em pânico: não tinha trem para voltarmos e teriamos que dormir na estação. Fomos para o centro da cidade e todos os Hostels estavam cheios. Não tínhamos dinheiro para pagar um hotel e imploramos em um para nos deixarem dormir em um quarto de casal (os quatro), só para não passarmos a noite na rua. Eles aceitaram e nessa hora o telefone do nosso colega tocou. O cara que iria nos hospedar estava voltando da república tcheca e se atrasou. Falou que estaria meia noite na estação.

Fomos ao ponto de encontro e um carro preto muito antigo com os vidros bem escuros parou perto. O cara abaixou o vidro e falou para entrarmos. Entramos e fomos em silêncio para um bairro bizarro, afastado e bem simples nos arredores de Munique. Eu e as meninas começamos a ficar com medo. Chegando lá, tudo o q queríamos era um banho e dormir. Na garagem da casa vimos um carro de funeral antigo (provavelmente quebrado). Ele nos convidou para entrar e logo na porta vimos um par sapatinhos de criança e uma sainha pendurada na parede (tipo decoração). Seguimos o dono da casa para o nosso quarto e na escada nos deparamos com uma estátua macabra: duas mãos estendidas saindo da parede, como as de mendigo pedindo dinheiro. Uma das meninas já estava quase chorando. Ficamos em um quarto vazio com três colchões e algumas cobertas. Na porta não havia tranca e o quarto dele ficava ao lado. Até aí tudo bem, tínhamos um homem no quarto (não que ajudasse muito se o cara quisesse fazer algo conosco, mas enfim). Estranho mesmo foi a hora que descemos para tomar banho. Um banheiro de azulejos verde água, banheira antiga e ao lado, sabonete cirúrgico (e alguns instrumentos em uma necessaire). Me senti em um filme de terror. A janela era enorme, ficava ao lado da banheira, dava para o jardim dos fundos e não tinha cortina ou persiana (ou seja, dava pra quem quisesse assistir ao banho, já que a janela ia até a altura da banheira). A porta, ao invés de ter tranca, tinha um furo bem grande no lugar (para o caso de alguém resolver assistir ao show de dentro da casa). Improvisamos uma cortina com toalhas e colocamos sempre uma pessoa de vigia na porta enquanto a outra tomava banho. O cara sumiu. Ficamos apavoradas (o menino do grupo estava meio inquieto também) e tentamos dormir. Pensamos seriamente em ir embora no dia seguinte.

Acordamos com cheiro de pão fresco e café. O cara nos preparou um mega e delicioso café da manhã: pão quentinho, geléia, manteiga, café passado na hora, ovos cozidos... Tomamos café da manhã juntos e o gelo foi quebrado. O cara era de fato estranho, mas era um amor de pessoa. Contou sobre sua vida (muito interessante por sinal), sua filhinha com a ex-namorada, a solidão (um dos motivos por ele fazer coucusurfing) e seus hobbies. Era uma pessoa muito agradável e interessante. Quando sentamos na sala antes de irmos para a cidade fazer nosso tour, vimos uma lápide (de verdade) de decoração, mas já não estávamos mais com medo. O nosso amigo é professor de piano e ao ver um piano antigo na sala, perguntou se nosso Gastgeber também tocava. Ele disse que acha lindo e que gostaria de aprender. Achou o piano em um "lixão", levou para casa e o arrumou. Infelizmente não tinha dinheiro para aulas... e assim ganhou duas aulas de graça do nosso amigo (que também tocou um pouco pra gente).

Fomos passear (ele nos deu dicas) e ao ir para a estação de trem, vimos que estávamos em uma região bem simples mesmo (sim, a Alemanha também tem bairros pobres e perigosos). Dormimos mais uma noite de graça e compramos uma caixa de chocolate amargo como agradecimento. Óbvio que tivemos que repetir o esquema de vigia na hora do banho (e espero que ele não tenha câmeras no banheiro), mas fora isso e a decoração macabra, foi tudo ótimo.

Apesar de ter dado tudo certo, percebemos o risco ao fazer esse tipo de programa, principalmente quando se é mulher. Nem eu, nem as duas outras meninas, repetimos a façanha. Nosso amigo continuou viajando assim até o fim da sua estadia na Europa (e provavelmente ainda faz isso no Brasil).

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A arte de dormir sozinha...

No começo eu achava que desafio mesmo era dividir a cama com alguém. Não existe momento de maior vulnerabilidade do que nossas horas de sono e por isso acredito que não existe prova maior de confiança do que dividir esse momento com outra pessoa. Quando eu e meu namorado começamos a morar e a dormir juntos (em um quarto de 20 m² em uma cama de solteiro em um WG rs), percebi que passei a dormir melhor (juro!) e a acordar muitooooo mais feliz. Tudo bem que eu tenho o sono mais pesado do mundo e para me acordar dá trabalho, mas até ele que tem sono muito leve conseguia dormir. Sincronizar a respiração e ficar pertinho é aconchegante... é muita intimidade, é muita troca. Depois evoluímos e compramos um colchão de casal. Tenho que admitir que até hoje não sei como coubemos os dois em um colchão de solteiro. Mesmo eu sendo miúda, acho uma cama de solteiro muito pequena até quando estou sozinha.

E por falar em sozinha, estou redescobrindo a arte de ter minhas noites de sono só pra mim... e não estou gostando! Sábado o namorado viajou e estou "solta na marola" (expressão de uma "guria" expatriada aqui da cidade). Como estou nessa onda de procurar emprego e sem uma rotina muito fixa, fiquei um pouco preocupada em como seria ficar o dia todo sozinha. Bobagem minha, eu deveria é ter me preocupado com as noites. 

Depois de muitos anos dormindo com a luz de cabeceira acesa, criei vergonha na cara e aprendi a apagar a luz para dormir (lógico que o fato de eu pagar minha própria conta de luz teve uma "leve" influência na mudança de atitude). Quando eu trabalhava em outra cidade e morava sozinha durante a semana, chegava tão cansada em casa que não demorava pra pegar no sono. Era deitar, apagar a luz e dormir. E em dias de medo (por exemplo quando venta muito e as janelas "uivam") eu ficava no telefone com o namo até desmaiar. Aprendi a dormir no escuro e quando meu parceiro está ao meu lado, me sinto ainda mais confortável. A companhia nesse momento de vulnerabilidade me passa uma sensação de segurança...

Agora, depois de mais de 150 noites dividindo a cama e recebendo/dando um "boa noite" pessoalmente todos os dias e me colocando para dormir, o namo some. Nem preciso dizer que sábado foi uma das piores noites aqui em Augsburg né? Rolei de um lado pro outro durante umas duas horas... E depois que peguei no sono (com a luz da cabeceira acesa, óbvio!) não demorei a acordar. De duas em duas horas acordava tentando pegar a pessoa (inexistente) ao lado... tentava alcançar a mão, pegar no braço... e nada. O pior mesmo era ouvir só a minha respiração. E sofri 8 horas assim...

Domingo acho que acordei só duas vezes... segunda dormi um pouco melhor e ontem demorei até pegar no sono (acho que por causa da academia relativamente tarde) mas finalmente apaguei a luz! Estou orgulhosa de mim... aprender a dormir junto é fácil, difícil mesmo é dormir sozinha!

domingo, 7 de setembro de 2014

Body Combat x Body Attack

Como já comentei, comprei um Cupom para fazer academia nesse meu último mês de desemprego (tomara que não dê problema com contrato e visto, mas enfim... vamos ficar na esperança). Paguei apenas 20 Euros e tenho direito de fazer qualquer curso. Para ajudar, o namorado me abandonou por três semanas e cá estou eu, desocupada e sozinha por um bom tempo. Para passar o tempo e aproveitar o cupom, quero fazer pelo menos uma aula por dia (e como já disse, testar todas as aulas do método Les Mills). O mínimo que estipulei são 10 aulas (pq aí cada uma terá saído por 2 euros, uma pechincha). Ontem juntei todas as minhas forças e, mesmo com dores por causa da aula de Body Balance de sexta, fui na aula de Body Combat.

A sala estava bem cheia e o professor viu de cara que eu era nova. Me chamou em um canto para me ensinar os movimentos básicos sem música. Fiquei com um pouco de vergonha, na Alemanha nunca se chega muito perto e de repente tem um cara desconhecido cara a cara comigo pedindo para eu dar socos em sua mão (na altura do rosto) olhando nos olhos. Eu, que já era jeca do mato, percebi que minha estadia na Alemanha fez com que eu "jecasse" de vez. Bom, ele tentou me ensinar a dar soco e a chutar de diferentes maneiras em 5 minutinhos mas já foi para o palco para começar a aula (e todo mundo estava olhando para a minha cara, a menina gringa nova).

Me senti meio ridícula chutando e dando socos no ar. Também fizemos movimentos de defesa, sempre repetindo e revezando os lados. Foi difícil acompanhar (descobri que sou mais descoordenada do que imaginava) mas depois de uns 20 minutinhos entrei no clima e continuei fazendo errado mesmo, sem me preocupar tanto. No final da aula fizemos flexão, corremos e fizemos abdominais, poli-chinelos e outros exercícios do gênero. Na saída perguntei para o professor qual a diferença entre Body Combat e Body Attack e ele só respondeu: venha amanhã e veja você mesma. Aaaaa tá, certeza! Peguei minhas coisas e a moça da recepção ao ver a minha cara de tomate e minha respiração ofegante perguntou se estava tudo bem. Respondi: "só preciso de um banho e da minha cama"... ela riu.

Eu estava tão em estado "alfa" e cansada que pensei seriamente em não fazer aula alguma no dia seguinte (hoje). Talvez Yoga no fim da tarde, mas definitivamente não iria fazer Body Attack 11:30 da manhã. Acontece que eu acordei relativamente cedo (dormir sozinha é muito triste) e estava com o corpo "só" semi-dolorido. Olhei na internet alguns vídeos de Body Attack e pensei: "nossa, parece mais light que Body Combat... quer saber... eu vou!". Eu só digo uma coisa: me surpreendo cada vez mais com a minha ingenuidade e falta de capacidade de julgamento (Einschätzung).

A aula de Body Attack é uma aula que tem como intuito melhorar a coordenação mas principalmente, queimar calorias. Agora, toda pessoa ativa (ou melhor, acho que as não ativas sabem até mais que a gente) sabe que queimar calorias não é coisa fácil. E, não sei se foi pq fazia menos de um dia que tinha feito a aula de Body Combat (que promete queimar 740 kcal em 55 minutos), quase não consegui terminar a aula de Attack. É uma aula intensiva de exercícios aeróbicos (com músicas sensacionais!) que exige muito do sistema cardio-respiratório e mais ainda da força muscular (na minha opinião mais que Body Combat). Não adianta... se eu no auge dos meus 15 anos de idade não dava conta de levantar o peso do meu corpo (devia ser uns 44 kg) com a força dos braços magrelos, hj isso virou missão impossível. Me coloque para fazer 500 agachamentos ou abdominais (se bem que até nesses exercícios penei), mas não me peça para exigir algo dos meus bracinhos. E por incrível que pareça, a aula de Attack exigiu muitoooo mais força física do corpo todo.

O professor garantiu que quem fez qualquer uma das duas aulas até o final queimou no mínimo 500 kcal (independente da condição física e metabolismo) e é por isso que ontem e hoje cheguei em casa e bati um pratão de strogonoff que sobrou do almoço de sábado :). Estou até na dúvida se não sou uma passadinha na sorveteria, acho que mereço! hehehe

Agora vou relaxar pq amanhã tem mais... 

sábado, 6 de setembro de 2014

Subestimando Body Balance

Como você imagina um curso com o nome "Body Balance"? Eu pensei eu uma aula light, relaxante... E como já havia feito uma aula agitada na quinta (ZUMBA), resolvi fazer algo mais tranquilo ontem. Doce ilusão: a mistura de yoga / pilates / tai chi é matadora.

A professora era ótima e animava bastante, mesmo tendo uma voz bem calma. A aula é mistura de posições coreografada e os movimentos são contínuos. Controlando a respiração e sentindo novos músculos queimarem ou se esticarem de acordo com a posição, o tempo passa voando e quando eu vi, estava ensopada e mais vermelha que um tomate. Nos últimos 10 minutos de relaxamento tirei os óculos (nunca mais faço essa aula com os malditos) e me esparramei no colchonete. Fazia tempo que não sentia meu corpo pulsando desse jeito, me lembrou muito o término das aulas de balé e, não sei se foi por isso ou se foi por ter esforçado muito o corpo e liberado muita endorfina, me senti estranhamente feliz e em paz.

Eu, que sempre subestimei yoga, pilates e afins, agora tiro o chapéu. Não que eu achasse que fosse fácil, mas não achava que fosse tão cansativo. Saí mais cansada que depois de qualquer sessão MUITO bem feita de musculação. Tanto surtiu efeito que acordei bem dolorida e quase não juntei forças para fazer academia hoje (sobre a aula de hoje - Body Combat - eu conto depois).

Conclusão: Body Balance foi o melhor curso de ginástica (fora dança hehehe) que já fiz até hoje. Eu pretendo conhecer todos os cursos do sistema LES MILLS que a academia oferece, mas mesmo só tendo um mês e muito curso diferente para experimentar, Body Balance entrou pra lista dos "de novooo de novoooo!" (pelo menos duas vezes por semana)... e o melhor: o joelho que estava doloridinho da ZUMBA não reclamou!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Esportes X Joelho de Corredor

Eu acabei nunca mais contando sobre o meu querido joelho podre com a famosa síndrome da banda iliotibial. Pois bem, faz mais de dois meses que acabei o tratamento com a fisio e fui liberada para voltar ao mundo dos esportes. Até aí tudo lindo e maravilhoso. Comecei de leve, como o médico recomendou, e continuei me alongando pelo menos depois dos exercícios. Também já contei em algum post que tenho uma tara por listas: óbvio que existe uma lista onde documento minha rotina de esportes, assim fica fácil saber da minha evolução depois do tratamento. A última sessão de fisio foi dia 23 de junho, mas só criei coragem e voltei a correr dia 20 de julho (nesse meio tempo andei bastante de bike).

Na primeira tentativa consegui correr 4 km e assim que senti o joelho continuei caminhando por mais 4 km... lindo! Como não sossego o pito, repeti a dose dois dias depois... tudo tranquilo até aí. Cinco dias depois (dia 27) repeti a dose mais uma vez e percebi que meu joelho estava melhor. Não dei folga e no dia seguinte aumentei a quilometragem: 6 km de corrida e 2km de caminhada. Repeti essa nova conquista nos dias 4 e 6 de agosto... me senti curada! Senti meu joelho mas não era uma dor forte... era uma dorzinha chata mas que dá pra levar. Dia 10 de agosto aumentei mais uma vez a quilometragem: 7,5 km de corrida. O joelho reclamou um pouco mas depois de 4 dias (14 de agosto) estava perfeito e eu insisti novamente. Dia 17 de agosto pretendia correr o mesmo mas depois de 6 km senti uma fisgada forte e caminhei mais 1 só para chegar em casa. Comecei a ficar com medo, mas depois de uma semana de repouso consegui correr 7,8 km... e para a minha surpresa o joelho que me fez parar não foi o direito (que estava com o problema) mas sim o esquerdo. COMO ASSIM?? Fiquei perplexa (e levemente manca no dia seguinte). Eu acabo de consertar um e estrago o outro? Pensei em duas possibilidades: ou eu estou forçando o esquerdo para compensar o direito (inconscientemente), ou eu machuquei o joelho no acidente de bike que sofri na mesma semana da corrida (ou eu sou toda podre mesmo né?). Fiquei mega frustrada e como ainda estou sentindo dores, não fui mais correr. 

Como alternativa para a corrida, decidi me matricular por um mês em uma academia e fazer algumas aulas. Não preciso falar que não gosto de gastar (e a corrida era de graça rs), mas achei um cupom de desconto da Groupon de uma academia perto de casa bem legal: todas as aulas + musculação por apenas 20 Euros (por um mês). Comprei e ontem fui toda feliz fazer a minha primeira aula de ZUMBA. O meu conselho pra quem tem problema de joelho: essa definitivamente não é a melhor aula para se fazer. Voltei quase mancando pra casa depois de ficar uma hora pulando (aiii), rebolando e torcendo as pernas e os joelhos de um lado pro outro (uiii). Uma pena, a aula é bem divertida e as músicas são demais! Agora vou tentar outras duas modalidades e ver se elas combinam com meus joelhinhos zoados: Body Balance e RPM (amooooo)... :)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Luz(es) no fim do túnel...

Essa semana entrei no sétimo mês do desemprego. Quem já passou por isso sabe o quanto essa situação pode abalar uma pessoa. Tenho mais duas amigas que estavam na mesma situação e fiquei muiiiiiito feliz e com esperança quando uma delas me avisou que, na falta de uma, conseguiu duas ofertas interessantes de emprego e há pouco começou a trabalhar. Existe luz no fim do túnel! E com a ansiedade que não me abandona mas com um pouco mais de esperança, ergui a cabeça e parti essa semana para duas entrevistas. 

A primeira entrevista foi marcada às pressas: uma amigona que tem exatamente a mesma formação e quase o mesmo currículo que o meu (e também ex-colega de trabalho) vai ter baby ♥ e o departamento onde trabalhei durante o mestrado precisa de alguém que a substitua nos próximos 2 anos e quatro meses. Como eles sabem que estou procurando e eu fiz um bom trabalho lá (além de me dar mega bem com os colegas e com o chefe), perguntaram se eu tenho interesse. Oi??!! Sério??!! Alguém (que inclusive conhece meu trabalho) me quer??!! E no lugar que eu mais gostei de trabalhar na vida??!! ÊÊÊÊÊ!!! 

Nesses casos de substituição durante a licença maternidade, empresas grandes contratam através de empresas pequenas terceirizadas. A empresa que me quer conversou com uma empresa pequena e na terça fui fazer a minha entrevista (pois a empresa pequena queria saber quem é essa tal brasileira que a multinacional está pedindo). Nos entendemos super bem, a conversa fluiu e durou 2 horas... nem vi o tempo passar. Saí de lá com uma proposta e com o compromisso de dar um retorno o mais rápido possível. Aproveitei que estava em uma cidadezinha nova e dei uma voltinha no centrinho antigo. Para a minha surpresa a vilinha é LINDA e eu voltei cansada mas bem feliz para casa:




Cheguei oito da noite e arrumei as coisas para a viagem e entrevista do dia seguinte, dessa vez na suíça. Era a segunda entrevista e na primeira já havia me dado bem com o futuro chefe e até o chefão do RH, que geralmente é o problema, foi agradável (inacreditável). Bom, agora era a vez do cara-a-cara com o chefe do chefe... A diferença é que dessa vez eu estava mega relaxada. Tudo muda quando você já tem algo quase certo no bolso (e auto-confiança é tudo nessas horas). 

Ontem parti cedinho e depois de 5 horas de viagem cheguei no meu destino. Como estou meio traumatizada com os atrasos da DB (firma de trens) e não conhecia o lugar, planejei para chegar uma hora e meia antes. Acontece que não podia aparecer tão cedo na firma e resolvi "bater perna" (torcendo para que não chovesse). Fui pedir informação para um cara no ponto de ônibus, queria saber como ir até o lago perto da empresa. E não é que o cara era meu concorrente?? Eu intrometida fui puxar conversa na esperança do cara ser funcionário da fábrica e tirar algumas informações acabei descobrindo que ele estava lá pelo mesmo motivo que eu. Comecei a rir e falei: "nossa, que coincidência, que engraçado!". Ele não partilhou dos meus sentimentos. Começou a suar frio e disse que tinha que ir até a empresa que já estava quase na hora dele. Acabei com o dia do rapaz (e ganhei o meu rs) e fui bater perna:


Chegando na minha vez, encontrei com o concorrente saindo. Marquei no relógio: a entrevista dele durou uma hora e vinte minutos. Estava super tranquila na minha e no final ainda fiz uma pressãozinha dizendo que tenho outra oferta e que preciso saber da parte deles "como é que fica". JACKPOINT! Depois de duas horas e meia de entrevista e tour pela fábrica recebi uma oferta. REALLY??? Em seis meses não consegui nada e em dois dias consegui duas?? Eles ficaram de me mandar a proposta por email e a empresa de terça já me mandou uma lista do documentos que precisam para acertar tudo. Parece que agora foi!!!! Quase nem liguei de ter que viajar 5 horas de volta...

Ps: para as duas entrevista me vesti o menos feminina possível. Somente base nas unhas, NADA de maquiagem (só manteiga de cacau para a boca não sangrar rs), camisa fechada até o colarinho e sapato baixo. Li em vários lugares que ser/estar bonita só atrapalha então me "enfeiei". Não é que funciona?!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Farfalle com Atum

E antes que eu me esqueça de compartilhar a receita do fim de semana (que rendeu horrores por sinal), aqui vai a receita para os amantes de atum e de pasta:

Ingredientes (4 pessoas):
- sal
- 1 cebola
- 2 dentes grandes de alho
- 250 g de tomatinho cereja
- 1 colher de sopa de pinole
- 500 g de Farfalle (comprei da Barilla hmmm)
- 2 latas de atum em óleo
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- 3 colheres de alcaparras em conserva
- pimenta

Cozinhe o Farfalle até ficar "al dente" (em água com sal). Enquanto isso, pique a cebola e o alho pequenininhos. Escorra o atum, esquente o azeite e frite o alho e cebola por aproximadamente 3 minutos em fogo médio. Doure o pinole em outra panelinha e corte os tomates ao meio. Esquente o atum na panela com alho e cebola fritos, adicione os tomates, as alcarras e o pinole dourado e mexa tudo ainda em fogo médio (por aproximadamente 3-4 minutos). Os tomates devem ficar quentes mas não desmanchar! Tempere tudo com sal e pimenta à gosto:


Escorra o macarrão e coloque na panela com o atum temperado. Misture bem e bom apetite!


Ps: eu sou fã de atum mas não achei lá aquelas coisas... fica gostosinho... para experimentar tente primeiro com meia receita (depois de dois dias não aguentava mais comer a mesma coisa rs).

Esmalte discreto: Estrela de Luz - Colorama

Faz tempo que não compartilho aqui o esmalte da vez, pois com essa mini maratona de entrevistas não posso abusar muito. Para não ficar só na base, passo sempre meu rosinha básico de todos os dias, mas hoje resolvi variar e usar o Estrela de Luz da Colorama (verniz & cor). Só passei ele uma vez na vida então não lembrava muito, mas gostei bastei do resultado depois de três camadas (e vejam que orgulho, tenho cutículas!!!!):


Assim as unhas ficam com cara de cuidadas mas não chamam a atenção. Não vejo a hora de conseguir logo um emprego (e passar o período de experiência rs) para voltar a usar vermelhos, vinhos e afins...

Pegando Pneumonia em 3...2..1.

Depois que descobri o Groupon e fiz uma aquisição boa (termas + sauna), comecei a visitar o site pelo menos uma vez por semana para ver se encontrava algum negócio bom (toda mulher adora um "De xx,xx por xx,yy"). E nesse embalo acabei recomprando o cupom para as termas (já que a promoção só vale até o fim de setembro). Acontece que o namo vai me "abandonar" por três semanas e só sobrou esse fim de semana que passou para gastarmos o cupom. Sábado acordei só meio-dia (pegamos "baladinha" bzw. aniversário de uma brasileira na sexta) e acabamos usando o dia para procurar coisas que ele precisa comprar para a viagem (encomendas para a família no Brasil rs). Sobrou só o domingo.

Bom, acordamos 10 manhã e lá fora estava um tempo bem "xôxo". Até aí tudo bem... combina com um dia de termas e sauna. Acontece que não temos carro e bike & chuva não combinam. Nossa sorte: um casal resolveu ir para as termas também e nos ofereceu carona. Eu, que odeioooo depender dos outros e sabia que ficaria louca da vida se eles quisessem ir embora depois de duas horinhas, convenci o namorado à ir de bike: "aaa tá só chuviscando... vai que eles não gostam de lá e não querem ficar muito tempo?". O namorado bonzinho aceitou.

Pegamos as bikes (eu fui semi-esperta e peguei uma jaqueta de chuva) e saímos no chuvisco. Realmente, a chuva estava fraca... nos primeiros 15 minutos! Faltavam "apenas" 30 minutinhos e o mundo resolveu cair... em cima de nós! Eu rezava para a lente de contato não sair e para a bike não escorregar (tomei um tombo semana passada) enquanto meu namorado me xingava sem parar: "isso... vamos de bike... a Livia não pode depender de ninguém...". Chegamos ensopados nas termas e não tínhamos nenhuma muda extra de roupa nas mochilas (que também estavam ensopadas). Não preciso nem falar do "bom" humor do meu parceiro.

Bom, pegamos uma sauna e meia hora depois nos encontramos com o pessoal que veio de carro. Eles ainda soltaram: "Nossa, que ânimo vir de bike nessa chuva!". Ânimo não colegas, burrice e teimosia mesmo.

Bom... o dia foi bem legal e eles ficaram bastante tempo lá (mais que o suficiente). Quando resolveram ir embora ficamos com inveja, pois ainda estava chovendo e queríamos esperar a chuva passar... ficamos mais duas horas cozinhando na piscina até o tempo abrir. Bom, depois de 7 horas no quentinho relaxando demos continuação ao processo de ficar doente: nada como colocar uma roupa molhada e gelada e sair no vento gelado (jeans molhados fica uma d-e-l-í-c-i-a no corpo quente).

Mas tudo bem, tivemos que pedalar "só" 45 minutos nos trajes ensopados... E como nosso apê só tem um banheiro, deixei o namorado tomar banho primeiro. Acordei com a garganta arranhando hoje... pq será?

Biscoitos de Avelã com Côco

No fim de semana bateu AQUELA vontade de comer doce, mas a bonitinha aqui resolveu evitar comprar e não tinha nem chocolatinho, nem bolachinha doce no armário (imaginem o desespero da criança). Tá, temos três latas de leite condensado... mas essas eu deixo pra caso de quase morte mesmo. Também estava com um pouco de dor de cabeça e vontade de café e lembrei que um ótimo acompanhamento doce é o Amarettini (biscoitinhos de Amaretto com Amêndoas). Temos a receita no meu livro de receitas favorito e como já fiz (e deu certo), fui correndo para a cozinha. Eu não encontrei o principal ingrediente: amêndoas raladas (pó). A solução foi adaptar com o que eu tinha e acabei inventando uma receita que ficou melhor ainda (e matou minhas lombrigas)!! Compartilhando a minha receita de Biscoitos de Avelã com Côco (e aproveitando para registrar para fazermos mais vezes):

Ingredientes (15 biscoitos):
- 1 clara grande
- sal
- 100 g de açúcar de confeiteiro
- 8 g de açúcar de baunilha
- 2 colheres de sopa cheias de Amaretto (licor)
- 80 g de avelãs raladas (pó)
- 10 g de côco ralado
- 10 g de amêndoas raladas (pedacinhos)

Bata a clara com uma pitada de sal na batedeira por uns 8 minutos (até ficar firme). Misture os açúcares (normal + de baunilha) e adicione-os à clara aos poucos (sempre batendo). A massa vai ficar bem branquinha. Agora acrescente os outros ingredientes aos poucos, mexendo cuidadosamente com uma colher. Pré-aqueca o forno (180°C). Quando a massa ficar homogênea, use uma colher de chá para fazer os biscoitos em um papel manteiga. Deve render 15 montinhos desses aqui:


Depois é só assar por aproximadamente 10-15 minutos no forno já pré-aquecido (cuidado para não queimarem):


E como já sugeri antes, fica ótimo com café... :)